A VERDADEIRA liberdade de imprensa

Sabe de quem deveria ser foco neste assunto? Nós, o povo, e não a mídia como ela mesmo está tentando pregar. Dentre as verdades estão:

  1. Para garantir um estado democrático onde todos podem opinar da forma que achar conveniente, dentro dos limites constitucionais, não podemos ter censura. Censura é uma palavra que assusta muita gente. E com razão.
  2. Para que se forme um país decente sem lados, times e grupos dominantes, precisamos que somente a verdade seja dita, sem manipulação e mentira.

A primeira afirmação sozinha não funciona pois não temos como garantir a segunda. O censurador ou regulador, seja orgão novo do governo ou o judiciário, pode acabar escolhendo aquilo que é de seu interesse apenas. Da mesma forma não conseguimos a segunda sem executar a primeira. Não temos como garantir a verdade sem censurar a mentira.

A verdadeira solução é uma: EDUCAÇÃO. Ela é sempre a solução de tudo quando falamos desse país despedaçado. Com ela o povo é capaz de questionar, de levantar suspeita sobre as notícias mentirosas, de discutir e de descartar os meios mentirosos. Selecionando através da livre concorrência acabam sobrando somente os meios verdadeiros e autênticos. Exagerados e sensacionalistas perdem espaço naturalmente.

Por isso no Brasil a educação é fraca. O poder só existe quando ela se mantém fraca.

Lembrem-se:  Nós somos os maiores reguladores da mídia, nós podemos e devemos escolher e questionar. Quando isso funcionar perfeitamente, todos poderão falar o que quiser dentro dos limites da constituição. Para começar, vale ler e entender como funciona a manipulação na mídia (Post “E o regime continua…”). Depois, sem pena, cancelar a assinatura daquele jornal ou daquela revista ou ainda trocar o canal da TV que já pintou e bordou em cima dessas técnicas de manipulação.

O verdadeiro poder está nas nossas mãos.

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Comments
7 Responses to “A VERDADEIRA liberdade de imprensa”
  1. Paulo disse:

    Tudo perfeito, mas cuidado com a tentação da armadilha de “censurar a mentira”, foi o que fizeram governos autoritários pelo mundo afora, e ainda fazem.
    Mas advinha quem escolhe o que é “verdade” e o que é “mentira”.

    • Ela realmente não funciona.
      Mas regular, como está querendo a Argentina com a “Ley de Medios” é importante. O PT também pretende colocar essa proposta, mas pode acabar deposto. Pretendem limitar o número de concessão por associado. A exemplo daqui, RBS e Diário Catarinense não poderiam ser do mesmo dono. Só que não são só esses dois, tem mais jornais como os AN Regionais. RBS também é Globo. Se for listar tudo o Brasil está na mão de 9 famílias.
      Na verdade até um tempo atrás não se escolhia notícia. Podendo escolher, temos obrigação de escolher certo.

  2. Prezado Remor, parabéns pelo trabalho. Diariamente passo por aqui para ler o que você escreve. No meu blog, o seu “Nova Ordem Política” já consta na minha relação de LINKS que indico. Um forte abraço e obrigado pelo apoio.
    http://easonfn.wordpress.com

  3. Caroline disse:

    Prezado José Paulo, é bom ouvir palavras em concordância com os nossos pensamentos (ainda que em discordância também…).

    De fato, a defesa da liberdade de imprensa (liberdade para o bem ou para o mal) faz sentido se considerarmos uma sociedade que sabe ler. E a habilidade leitora vai além do teste imposto ao deputado Franscisco Everardo e vai além do que alguns pensam ter aprendido no mais respeitado curso de estudos literários da USP. Ler é um limite tênue entre compreender o outro e reproduzi-lo; entre discordar e rejeitar. O povo reproduz ou odeia, mas não opõe sua leitura pessoal.

    Parece que as ordens se inverteram. A imprensa deixou de ser a voz da oposição, para virar a “consciência do povo”. Compra-se opinião nas bancas. E a imprensa tomou o poder. Por isso, hoje ela é a voz a ser oposta, de forma crítica. O governo não é sempre o vilão tampouco; e isso também precisamos saber discernir, se formos bons leitores.

    O caminho pra isso, como você mesmo mostrou, me parece também ser a educação. O problema é que, muitas vezes, os professores também não estão interessados em pensamento crítico.

    • Caroline, estais coberta de razão. O problema é q nao podemos exigir senso critico de professores q recebem milão mes. Eu gostaria de lecionar para qualquer que seja o nivel educacional, mas é inviavel.

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  1. […] controle que existe é o de mudar o jornal, trocar o canal da TV (já falei sobre isso aqui, só que precisamos acabar com […]



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