Tchau Prates! Vai tarde!

Notícia que saiu no Diário Catarinense

Colunista Luiz Carlos Prates deixa o Grupo RBS

Comunicador se afasta para seguir com projetos pessoais

Em decisão conjunta com a empresa, o colunista Luiz Carlos Prates está deixando de atuar nos veículos do Grupo RBS. O comunicador se afasta para seguir com projetos pessoais depois de mais de duas décadas no grupo.

No Diário Catarinense, onde trabalhou por quase 23 anos, Prates começou escrevendo sobre esportes, passando a tratar sobre o cotidiano, área na qual também conquistou incontáveis admiradores.

— Sou grato pelo contato com os leitores e com o público. Parto para um novo ciclo em minha vida — diz o comunicador.

Durante o verão, o espaço da página 2 do DC será ocupado pela coluna Cadeira de Praia.

DIÁRIO CATARINENSE

 

 

postado no Canga Blog

Segundo informações recebidas pelo Cangablog, a demissão do polêmico comentarista Luiz Carlos Prates foi decisão da direção da RBS [Rede Brasil Sul de Comunicações] em Porto Alegre.

Prates voltava de férias e, imagino, não encontrou seu cartão ponto na parede da empresa. Ao perguntar para o porteiro pelo seu cartão, deve ter sido aconselhado a passar no departamento pessoal. Bem ao estilo da empresa.

O motivo da demissão teria sido o comentário feito por Prates em sua participação no Jornal do Almoço (apresentado pela RBS TV de Santa Catarina) quando desancou os “pobres miseráveis” que hoje têm carro. Segundo Prates, “esses miseráveis” seriam os culpados pelos acidentes de trânsito [ver vídeo abaixo da postagem].

Conheço o Prates do tempo que trabalhei com ele no Diário Catarinense nos anos 80. Afável, educado, era um bom colega de trabalho. Na TV, Prates virava um personagem. Se transformava em um radical da oratória desempenhando um papel para um público conservador. É um bom ator. Fala com veemência, aos gritos, condena, critica, gesticula com competência e… nada!

Jamais vi o Prates fazer uma denúncia de corrupção com nome e sobrenome. Sempre uma coisa genérica, etérea. O seu público adorava e dizia: – Esse mete o pau! Esse fala a verdade!

É de dar pena. Entrava no jogo do show em que se transformou a televisão brasileira. É apenas mais um personagem desempenhando o papel determinado pela empresa.

Fala bem, é inteligente, bom de oratória. Prates foi vítima da sua própria atuação. Radicalizou tanto na fala que acabou perdendo a mão… e o emprego.

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Comments
2 Responses to “Tchau Prates! Vai tarde!”
  1. Mariano disse:

    Acho que ele fala o que poucos tem coragem de falar, não o conheço pessoalmente, mas se é inteligente, fantoche da empresa certamente não era.

    Com o aumento das distâncias devido ao aumento da cidade e os recursos estarem somente nas cidades, os carros deixam de ser item de luxo e passam a ser necessidade, pois como fazer para trazer um moribundo da zona rural ao hospital rapidamente? A resposta é “carro”. Então acho que mesmo os que nunca leram um livro tem direito de ter um carro sim.
    Quem não tem um idoso na família com quem se preocupa, ou alguém com alguma doença ou um filho recém nascido?

    O sistema de transporte público é mais caro do que manter um carro, só rico deveria andar de ônibus, pois com o preço que cobram é mais vantajoso, financeiramente, ter uma motocicleta. Infelizmente a pessoa que não consegue economizar o suficiente, pagando o transporte público caro, para adquirir e manter seu carro acaba tendo que pagar e sustentar, mesmo sendo explorada, o transporte público da cidade.

    Agora eu concordo com ele em gênero, número e grau sobre os IDIOTAS que diminuem a velocidade do outro lado da pista ou até param na pista ou fora para ver o acidente do outro lado causando a lentidão do trânsito e até acidentes aos que vem atrás. SE NÃO VAI AJUDAR NÃO ATRAPALHA MEU AMIGO! É isso que eu penso.

    Não “vencer” a curva é um absurdo também, neste caso é excesso de velocidade MESMO. Mas não faltam carros com manutenção pra lá de ultrapassada também.

    Nosso governo em todas as esferas, federal, estadual e municipal também não nos dá estrutura para o tanto de carros que permite vender. Nem mesmo colocam em prática sugestões de fáceis solução e de baixo custo apresentadas por simples moradores da cidade, como podem ver em nosso blog.

  2. Mariano, acho que tu inocentemente não percebeu o que o Prates quis dizer com o discurso dele. Ele primeiro generalizou. Colocou a culpa de todos esses problemas que tu comentou do transito no pobre. Ele faz parte, ou melhor, espelha apenas as idéias de um grupo desprezível que é a elite brasileira. Uma elite que seria a ferramenta para um país melhor mas que por aqui serve apenas para dividir e ignorar o povo. Digo q ele apenas espelha porque ele não é elite. É um soldadinho do Sirotsky. Mas compartilha com vários sentimentos deste como o fato de não admitir que o pobre hoje tenha carro também.
    Não tenho como discordar que o pobre que hoje tem carro pode não tem idéia da tamanha responsabilidade de ter um carro. Como sempre venho comentando, o pobre comprou carro, enriquecei, mas educação que é bom ele não se interessa! O governo também ainda não forneceu condições para que ele se interesse. E a exemplo tem idiota por ai que tem a cara de pau de dizer que educação é desnecessária e que não é a solução de tudo. É um exemplo de quem está aproveitando bem a melhor condição que o PT ofereceu mas não está nem um pouco interessado em retribuir intelectualmente com a sociedade. Parece que está apenas dando o troco na sociedade que o desprezou por tempo. É um tipo temporariamente problemático que deve acordar quando o seu filho, que tem mais condições hoje abrir seu olho, mostrar o mundo verdadeiro. Uma pena que ele terá perdido a vida dele num trabalho tão ignorante!
    Voltando pro Prates, ele defende também outras coisas que eu que te conheço a tempo, tenho certeza que não compartilhas. Ele é um defensor de regimes militares autoritários. E já o defendeu abertamente na TV. Ele também deve compartilhar do termo “Ditabranda” dessa elite, o maior mico da história da nossa mídia (aquela os quais a elite é dona). Por isso eu só tenho um título para o Prates, independente se ele fala outras coisas que façam sentido: Sociopata! E agora, depois de espelhar o pensamento da elite dele, é desprezado por quem? Por ela. Como eu sempre digo, os peões do tabuleiro de xadrez são os primeiros a cair e o Prates fez bem esse papel!

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