A máquina estatal

Vejo e canso de ver a quantidade de defensores do sistema público. São os mesmos que reclamam das privatizações e usaram essa conversa para ganhar votos para seu partido na ultima eleição.

Apesar disso, o PT também privatizou. As estradas foram entregues – a meu ver corretamente – a iniciativa privada. Aqui no sul, a BR-101 privatizada começou cobrando R$ 1,10 e conseguiu levar este valor a R$1,40 no começo de 2011. Aumento bem acima da inflação. Vender está certo, mas vender e continuar com o IPVA astronômico e anual está ERRADO. Mas tudo bem, o pobre hoje deve sentir orgulho na hora de pagar o IPVA do seu tão desejado carro. Provavelmente não estarei vivo para ver o fim do imposto com a privatização e a desresponsabilização total sobre as rodovias. Ainda vale lembrar da modalidade concessão na qual o governo continua dono do bem público, mas permite que o sistema privado preste serviço e cobre sobre ele.

Ainda usando o exemplo das rodovias, notamos facilmente que estas ficam mais seguras quando nas mãos da iniciativa privada. Sinalizações, avisos, serviços de emergência, trabalhos constantes para manter um bom asfalto e principalmente asfalto de qualidade são algumas das melhorias que percebemos. Todo este serviço é prestado a R$ 1,40 a cada quantidade de quilômetros percorridos. O preço é abusivo pois certamente não é regulado nem fiscalizado pelo antigo dono.

Mesmo assim, pagamos muito mais pelo imposto IPVA do que anualmente nas estradas. Este imposto equivale a 20% do valor do veículo durante os 10 anos que se deve pagá-lo. Porque o governo não consegue prestar um serviço similar na rodovia?

Para responder a pergunta temos que avaliar o funcionamento de todas as empresas públicas. São empresas que não resultam em lucro por definição. Além disso não trabalham de forma otimizada, e a relação empregados por resultado é muito maior. Verdadeiros cabides sem concorrência. O sistema é lento, burocrático e de péssima qualidade. O mesmo vale para todos os outros serviços como telefonia e correios.

É certo que a privatização deve ser um processo sem corrupção e com a regulação do setor, vendido a valores justos para grupos sem ligação com o governo. Se estas receitas não forem cumpridas temos uma privatização problema, sobrando motivos para reclamação e avaliações erradas.

Quem defende a empresa estatal quer continuar trabalhando sem metas, objetivos, obrigações e principalmente sem lucro. Quem paga muito e é mal servido é o contribuinte. Dentre um extremo da política da direita que vendia tudo, inclusive universidades, a preços baixos e sem regulação para amigos, estamos agora vivendo o outro extremo, da engorda da maquina estatal. Nunca vimos tanto cargo público e tanto bom profissional estagnado no ambiente público.

O mais importante na briga do privatiza não privatiza é a boa discussão do assunto. Tem “empresa “que precisa ser privada e tem outras que não devem ser. Como minha opinião digo que a Petrobrás é um caso de boa empresa pública e deve continuar nas mãos dos brasileiros, mas deve ser bem administrada e não ser apenas usada para fins políticos. A baixa produtividade das estatais é consequência de um sistema engessado para evitar a corrupção que poderia ser reduzida com a profissionalização das administrações.

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