Teste de fôlego do Ford Fusion Hybrid

Depois da piada dos combustíveis, acredito que seja realmente hora de considerar este modelo na próxima compra. Pra quem pode pagar os 130 mil reais, claro. Mas também acredito que modelos menos luxuosos virão na versão híbrido assim como já acontece lá fora. Basta esperar.

A seguir o teste da Interpress Motors (mais sobre os testes com os detalhes diários neste link).

Teste mostra como é o dia a dia do Fusion Hybrid

Sedã da Ford que traz tecnologia pioneira para o Brasil custa R$ 133.900.

Interpress Motor realizou, com exclusividade na imprensa automobilística brasileira, o primeiro teste de fôlego de um automóvel híbrido comercializado no Brasil. A Ford topou o desafio e cedeu o recém-lançado Fusion Hybrid para participar da seção “Um mês com…”, que desvendou, em primeira mão, como é ter um veículo do gênero por aqui para uso no dia a dia.

Durante o teste analisamos o comportamento do veículo “full hybrid” (híbrido total) no cotidiano e suas intercorrências. O automóvel é impulsionado por um motor a gasolina e outro elétrico, integrados na transmissão e uma bateria de alta capacidade (250V-275V), para tracioná-lo. A bateria é recarregável pela própria ação energética do veículo (durante as frenagens, por exemplo), sem que seja necessário ligá-lo a uma tomada.

Funciona assim: em geral apenas o motor elétrico atua quando a velocidade é inferior a 75 km/h. Ou seja, quanto maior o anda-e-para dos engarrafamentos, melhor. Nessa hora o carro praticamente não polui nem consome gasolina. Quando é necessário recarregar a bateria automaticamente ou quando o carro desenvolve velocidades mais altas, o motor a gasolina entra em ação. O resultado é um carro de grande porte, com 1.687 kg, com consumo de 1.0 – segundo a Ford, mas mediremos no teste, 16,4 km/l na cidade e 18,4 km/l na estrada.

Para não causar nenhum tipo de preocupação em relação à nova tecnologia, a Ford oferece oito anos de garantia para a bateria de níquel-metal, desenvolvida em parceria com a Sanyo (para o veículo como um todo, três anos). O preço de ter essa tecnologia nova é de R$ 133.900 (o equivalente só a gasolina custa R$ 82.160).

Ao final dos 30 dias de testes, os leitores têm à disposição, abaixo, um dossiê completo de como é rodar com um automóvel inovador, que aponta para o futuro.

3.342,8 quilômetros depois…

por Luís Perez

Chega ao fim a empreitada do “Um mês com…” o Fusion Hybrid, a primeira avaliação de longa duração de um carro do gênero feita por um veículo especializado no setor automobilístico no Brasil. Rodamos mais do que o dobro da média do motorista nesse período: foram 3.342,8 quilômetros. Gastamos em abastecimento R$ 605,31, sempre lembrando que o primeiro tanque veio cheio da Ford e estava com três quartos neste final de teste.

A cada tanque íamos aprimorando a economia de combustível. Em um consumo “ideal”, não custaríamos a chegar à marca fornecida pela Ford, que é de 16,4 km/l na cidade e 18,4 km/l na estrada. Tudo bem que os R$ 51.740 de diferença entre a versão 2.5 e a híbrida não se paguem em pouco tempo – coisa de 16 anos, sendo que o consumidor desse tipo de carro fica de dois a quatro anos apenas com o veículo.

Óbvio que houve leitor escrevendo “ah, então não é vantagem, prefiro um veículo diesel”. Esse leitor provavelmente não tem filhos e/ou pouco se importa em como estará o planeta daqui a algumas décadas. Sim, a diferença de preço é enorme, mas se trata de uma tecnologia nova e, como tal, quem tiver dinheiro para pagar por ela neste início que o faça.

O Ford Fusion Hybrid que passou um mês conosco

Sei que vale muito a pena e não houve um único incômodo (fora os pedestres distraídos e o porta-malas menor) causado pelo fato de o Fusion avaliado ser híbrido. Pelo contrário. É muito interessante pensar que você pode colocar combustível no posto de sua preferência em São Paulo, viajar até o Rio e voltar, sem precisar abastecer em nenhum outro local.

Registramos sim vários contratempos inerentes à cidade em que vivemos – um quase assalto, um pneu rasgado por um buraco submerso… – e ainda assim a marca de 14 km/l registrada pelo modelo, sempre com o ar-condicionado ligado, foi melhor do que o 1.0 mais pé-de-boi. Apesar do desembolso inicial, a comodidade e a economia que se faz, aliado ao fato de não estar poluindo tanto o planeta, dão uma grande sensação de leveza.

Em que pese o fato de ainda ser mercadologicamente difícil, em razão do preço mais elevado, o Fusion Hybrid é um modelo altamente recomendável. Os porquês você confere abaixo, nos relatos dia a dia de como foi nosso teste.

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One Response to “Teste de fôlego do Ford Fusion Hybrid”
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  1. […] pisca vermelho na mesma posição da lanterna comum porém mais fortes. Entre eles o próprio Ford Fusion e o New Fiesta, ambos muito bonitos por sinal. Agora, pergunto se é possível imaginar o INMETRO […]



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